Meio Ambiente

Marina Silva destaca urgência da educação ambiental em congresso internacional

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou a importância da persistência e insistência na educação ambiental durante a abertura do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, realizado nesta terça-feira (22/7) em Manaus (AM). Segundo ela, essa abordagem deve ser incorporada às políticas públicas, inspirada nas lições da natureza. Marina ressaltou que a educação ambiental serve como base para políticas fundamentadas em evidências e alertou para a necessidade de ação imediata, afirmando que o futuro é um pretexto para agir no presente.

A ministra criticou o adiamento histórico na proteção e restauração da natureza e descreveu a mudança climática como o “armagedon ambiental” que a humanidade enfrenta. O evento reúne cerca de 1,6 mil participantes de dez países, incluindo representantes de governos, universidades, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais, e prossegue até sexta-feira (25/7) com apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, destacou o desafio de aproximar a sociedade das questões ambientais, promovendo o encanto e a curiosidade pela natureza para fomentar a responsabilidade coletiva. Ela defendeu a educação como alicerce para uma nova relação com o meio ambiente e a inclusão da educação ambiental em todos os currículos e esferas. O congresso, organizado pela Rede Lusófona de Educação Ambiental (Redeluso) em parceria com o MMA, o MEC e o governo do Amazonas, aborda o tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver” e integra a agenda preparatória da COP30, em Belém (PA).

Iniciado em 2007 em Santiago de Compostela, na Espanha, o congresso teve edições subsequentes em locais como Cuiabá (MT) em 2013, e a cada dois anos em Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique, promovendo o diálogo lusófono sobre educação ambiental.

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