Em 7 de julho de 1990, Porto Alegre iniciou um projeto piloto de coleta seletiva no bairro Bom Fim, tornando-se uma das pioneiras no Brasil nessa iniciativa. Trinta e cinco anos após esse marco, a cidade mantém seu compromisso com a sustentabilidade por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), que continua a promover práticas ambientais inovadoras.
Neste ano, a implantação da coleta seletiva por contêineres representa um avanço significativo, em fase de teste nos bairros Menino Deus, Praia de Belas, Cidade Baixa e Centro Histórico. Essa modalidade permite o descarte de recicláveis a qualquer hora e em todos os dias da semana, facilitando a adesão da população e resultando em melhorias visíveis na limpeza das vias públicas, mesmo durante o período de adaptação.
Além dos ganhos ambientais, a coleta seletiva gera impactos sociais e econômicos positivos, com cerca de 500 trabalhadores atuando em 17 Unidades de Triagem (UTs), obtendo renda da comercialização de materiais recicláveis. Porto Alegre recolhe diariamente cerca de 1.240 toneladas de resíduos, das quais 73,6 toneladas são recicláveis, mas 471 toneladas com potencial de reaproveitamento ainda vão para o aterro sanitário, gerando um desperdício estimado em R$ 3 milhões por mês, ou R$ 36,5 milhões ao ano.
No 35º aniversário, a campanha “Minha cidade é minha casa” reforça a importância da separação correta de resíduos para aumentar o volume enviado às UTs, fortalecendo o trabalho dos catadores e reduzindo danos ambientais e financeiros. O poder público investe em educação ambiental e fiscalização, mas os resultados dependem da participação coletiva, consolidando Porto Alegre como referência nacional com rotas fixas e pontos de entrega voluntária.
Deixe um comentário