Especialistas alertam para um número incomumente alto de águas-vivas nas águas do Reino Unido neste verão, impulsionado por correntes de água quente que favorecem sua reprodução anual. As temperaturas superficiais do mar, agravadas pelo aquecimento global, criam condições ideais para blooms populacionais, prolongando a presença dessas criaturas durante a estação. De acordo com o Met Office, as temperaturas recordes registradas em abril e maio deste ano devem resultar em um maior número de blooms ao longo da costa britânica, possivelmente introduzindo novas espécies que preferem águas mais quentes.
Entre as espécies observadas em grande número estão a água-viva bússola, com listras escuras e tentáculos longos que causam picadas dolorosas, e a água-viva barril, que pode atingir um metro de diâmetro e tem um ferrão relativamente suave. Outras incluem as águas-vivas lua, juba-de-leão, azul e roxa. A Marine Conservation Society registrou 1.432 avistamentos em 2024, um aumento de 32% em relação ao ano anterior. Abigail McQuatters-Gollop, especialista em conservação marinha da University of Plymouth, destaca que evidências sugerem uma maior probabilidade de blooms devido ao aquecimento das águas causado pelas mudanças climáticas.
As águas-vivas são elementos fundamentais na cadeia alimentar aquática, servindo como base para muitos ecossistemas e sendo uma fonte favorita de alimento para tartarugas. Compostas por 90% de água, elas são vulneráveis a correntes fortes e condições climáticas extremas, que podem fragmentá-las facilmente. Após o verão, algumas retornam ao mar aberto, enquanto outras morrem após reproduzir ou esgotar recursos, com lifespan curto que as faz nascer e morrer na mesma estação.
McQuatters-Gollop enfatiza a beleza das águas-vivas, com cores vibrantes e tentáculos fluindo como algo de outro mundo, incentivando a observação segura para apreciar sua importância ecológica.
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