Pescadores e catadores de caranguejo removeram 46 toneladas de resíduos das baías de Guanabara e Sepetiba, no Rio de Janeiro, entre junho de 2024 e julho de 2025. A iniciativa faz parte da Operação LimpaOca, promovida pela ONG Guardiões do Mar em parceria com a Transpetro, e deve continuar até setembro. Além de limpar 13 hectares de manguezais, a ação gerou renda para comunidades tradicionais durante o período de defeso do caranguejo-uçá, fortalecendo a participação local na preservação ambiental.
Na Baía de Guanabara, o foco foi a chamada “Ilha de Lixo”, onde 84 trabalhadores retiraram quase 43 mil quilos de materiais como plásticos, pneus e sofás. Já em Sepetiba, 21 caiçaras removeram 3.177 quilos de lixo. De acordo com Rodrigo Gaião, gerente do projeto, essas ações contribuem para a sociobiodiversidade e impulsionam a economia das regiões, beneficiando diretamente as populações que dependem dos mangues.
Além da coleta de resíduos, a Operação LimpaOca promove educação ambiental e resgata a importância dos manguezais. “Muito além de catar lixo, promovemos boas práticas para quem vive do mangue”, afirma Pedro Belga, presidente da ONG Guardiões do Mar. Rafael dos Santos, da ACCAM, destaca que a limpeza estimula o turismo ecológico e reforça o valor desse ecossistema: “Sem mangue, sem peixe”.
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