Quase 6 mil pessoas foram evacuadas de suas casas no norte, centro e sul da Espanha devido a incêndios florestais intensificados por uma onda de calor que pode elevar as temperaturas a 44°C em algumas regiões do país. Cientistas descrevem as condições climáticas como um “coquetel molotov” que favorece a propagação de chamas vastas. Um homem morreu em um hospital após sofrer queimaduras em 98% do corpo durante um incêndio em Tres Cantos, perto de Madri, onde ventos acima de 70 km/h contribuíram para características explosivas do fogo. O primeiro-ministro Pedro Sánchez expressou condolências à família e alertou para o risco extremo de incêndios, pedindo cautela à população.
Na região noroeste de Castilla y León, mais de 3.700 pessoas foram retiradas de 16 municípios, com dez incêndios ainda ativos e danos ao sítio arqueológico romano de Les Médulas, patrimônio mundial da Unesco. No sul, em Tarifa, 2 mil pessoas foram evacuadas enquanto bombeiros e aviões combatem as chamas. O ministério do Interior declarou uma fase de pré-emergência para coordenar recursos. Em Portugal vizinho, três grandes incêndios no centro e norte são combatidos com ajuda de aviões marroquinos, após falhas em aeronaves locais.
Na Itália, um menino de quatro anos morreu de insolação em Sardegna, com alertas vermelhos em cidades como Bolonha e Florença, onde temperaturas podem chegar a 40°C. Nos Bálcãs, dezenas foram evacuadas em Albânia, Montenegro e Croácia, com mais de 34 mil hectares queimados na Albânia desde julho, muitos incêndios intencionais. Na Turquia, mais de 2 mil pessoas foram retiradas em Çanakkale, com 77 hospitalizados por inalação de fumaça, em meio ao julho mais quente registrado em 55 anos. Na França, recordes de temperatura foram batidos em locais como Bordeaux, com 41,6°C, e alertas vermelhos em vários departamentos durante a segunda onda de calor do verão.
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