O governo brasileiro expressou lamentação pela suspensão da quinta sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação (INC), responsável por elaborar um instrumento internacional para combater a poluição por plásticos, incluindo no ambiente marinho. A reunião ocorreu neste mês em Genebra, na Suíça, e foi interrompida sem consenso global. De acordo com nota do Itamaraty, a delegação brasileira atuou de forma ativa e construtiva, defendendo posições equilibradas para conciliar visões polarizadas entre países.
O Brasil apresentou propostas em áreas como financiamento, saúde, cooperação internacional e transição justa, enfatizando a necessidade de apoio dos países desenvolvidos aos em desenvolvimento. A nota destacou o reconhecimento do papel fundamental de catadores e catadoras na cadeia de resíduos, além da defesa de direitos humanos para povos indígenas, comunidades tradicionais, marisqueiras e pescadores artesanais. Os avanços nas discussões sobre transição justa foram bem recebidos por organizações de trabalhadores e representantes do setor de reciclagem, que valorizaram o foco na importância social e econômica de milhões de pessoas envolvidas na gestão de resíduos.
Com uma posição intermediária, o país buscou aproximar perspectivas divergentes, especialmente em temas sensíveis como produtos plásticos de alto impacto poluidor e riscos à saúde humana. Apesar dos progressos, o tempo disponível não permitiu um acordo global. O Ministério das Relações Exteriores reiterou o compromisso brasileiro em continuar engajado nas negociações, visando um acordo que promova o fim da poluição por plásticos, proteja o meio ambiente e a saúde humana, incorporando preocupações sociais sob a ótica do desenvolvimento sustentável.
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