Anália Barreto, representante do Instituto Mapinguari, destacou as principais expectativas das organizações da sociedade civil da Amazônia em relação à Cúpula do Clima. Segundo ela, essas entidades buscam compromissos concretos para a preservação ambiental, com ênfase em ações que combatam o desmatamento e promovam a sustentabilidade na região. Barreto enfatizou a importância de que os debates globais resultem em políticas efetivas, capazes de envolver comunidades locais e indígenas na tomada de decisões.
Entre as pautas discutidas, o PL do Licenciamento Ambiental ganha destaque como um tema crítico. Barreto alertou para os riscos de uma legislação que possa flexibilizar normas ambientais, potencialmente facilitando projetos de infraestrutura sem devida avaliação de impactos. Essa preocupação reflete o temor de que alterações no licenciamento acelerem danos irreversíveis à biodiversidade amazônica, comprometendo esforços internacionais de conservação.
Além disso, a exploração de petróleo na região foi apontada como outro ponto sensível no episódio. As organizações defendem uma transição energética mais verde, argumentando que a dependência de combustíveis fósseis contraria os objetivos da Cúpula do Clima. Barreto reforçou a necessidade de diálogos que priorizem alternativas sustentáveis, alinhando o desenvolvimento econômico com a proteção do ecossistema amazônico.
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