O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (29) a redução na captação de água do Sistema Cantareira pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O volume autorizado passará de 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 27 m³/s, em resposta ao baixo nível de armazenamento do reservatório, que atingiu 35% de volume útil, considerado de alerta. O Cantareira, principal manancial de abastecimento para a região metropolitana de São Paulo, enfrenta escassez devido à falta de chuvas abaixo da média histórica.
A medida foi determinada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), com base em uma resolução de 2017 que estabelece faixas de operação condicionadas ao nível do reservatório no final de cada mês. As faixas incluem normal (acima de 60%), atenção (40% a 60%), alerta (30% a 40%), restrição (20% a 30%) e especial (abaixo de 20%). A partir de 1º de setembro, o Cantareira operará na faixa de alerta, situação não vista desde dezembro de 2022, segundo a ANA.
Essa é a segunda ação anunciada nesta semana para mitigar a escassez hídrica. Na segunda-feira (25), o governo paulista iniciou a redução da pressão da água na região metropolitana durante a madrugada, das 21h às 5h, medida que prosseguirá até a recuperação dos níveis dos reservatórios. O Sistema Cantareira, composto por cinco reservatórios interligados com capacidade total de 981,56 bilhões de litros, abastece cerca de metade da população metropolitana e contribui para usos múltiplos, incluindo o abastecimento de Campinas.
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