Enquanto quase 90% dos brasileiros acima de 10 anos possuem celular, de acordo com o IBGE, apenas 3% do lixo eletrônico é reciclado no país, conforme o relatório Monitor Global E-lixo da ONU. Esse descarte inadequado libera substâncias tóxicas que contaminam o solo e a água, representando riscos graves para o meio ambiente e a saúde humana. Com o rápido avanço tecnológico, o volume de smartphones, notebooks, monitores e tablets descartados cresce proporcionalmente, exigindo soluções urgentes para mitigar esses impactos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, estabelece que apenas rejeitos devem ir para aterros sanitários, enquanto eletrônicos demandam reciclagem para evitar danos maiores, como o descarte em lixões ou na natureza. No Brasil, o sistema de logística reversa opera por meio de pontos de entrega voluntária. A Vivo, por exemplo, mantém o projeto Vivo Recicle, que já destinou mais de 5,3 milhões de itens e 187 toneladas de resíduos para reciclagem em nove anos. Recentemente, a empresa lançou uma campanha com o DJ Alok, instalando urnas em mais de 1,8 mil lojas para coleta, com o material processado pela Ambipar e reinserido na indústria como matéria-prima.
A Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE) oferece um sistema prático em seu site (www.abree.org.br), onde é possível localizar pontos de coleta inserindo o CEP, com mais de 3.500 locais em 1.200 municípios. Esses pontos são estabelecidos em parceria com redes varejistas, supermercados, lojas de bairro, shoppings e prefeituras, que disponibilizam ecopontos. Após a coleta, a ABREE gerencia o transporte e a destinação correta, seguindo princípios de economia circular: os aparelhos são desmontados, e componentes como plásticos, vidros e metais são reciclados para produzir novos itens, como cabides, carpetes ou componentes eletrônicos, promovendo sustentabilidade.
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