A primeira etapa do Banco de Projetos do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR) registrou 323 iniciativas voltadas ao enfrentamento da emergência climática em centros urbanos. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou os números nesta quinta-feira (23/10), destacando o objetivo de conectar estados e municípios a instituições capazes de oferecer suporte técnico e financeiro. As propostas somam R$ 14,6 bilhões em investimentos potenciais, valor que pode aumentar, já que alguns projetos em fase inicial não estimaram custos, conforme explicou o diretor do Departamento de Meio Ambiente Urbano do MMA, Mauricio Guerra.
As candidaturas vieram de 149 governos municipais de todas as unidades da federação, exceto Roraima e Amapá, além de 14 projetos estaduais e iniciativas de empresas públicas ou de capital misto. Os temas mais frequentes incluem áreas verdes e arborização urbana, soluções baseadas em natureza, uso sustentável do solo, gestão de resíduos, mobilidade sustentável e tecnologias de baixo carbono. As propostas foram mapeadas em cinco estágios de desenvolvimento: planejamento, conceitual, pré-viabilidade, viabilidade e licitação.
As iniciativas serão analisadas pelo MMA, em parceria com a Cities Climate Finance Leadership Alliance (CCFLA) e o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), para verificar o enquadramento no PCVR. Os projetos aprovados integrarão uma plataforma pública até a COP30. No próximo mês, o banco será reaberto para novas inscrições relacionadas à mitigação e adaptação climática em áreas urbanas.
O banco de projetos foi anunciado em 10 de setembro, durante o seminário “A governança climática que o Brasil precisa”, em Brasília, com cadastro até 10 de outubro. Liderado pelo MMA, conta com parcerias como CCFLA, UnB, GIZ, Coalizão para o Desenvolvimento Urbano e Sustentável da Amazônia, FNP, ABM, WRI Brasil, Iclei, Centro Brasil Clima, C40 Cities, Consórcio Brasil Verde, Consórcio Nordeste e Gap Fund.
Deixe um comentário