Durante a “barqueata” na Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30, o cacique Raoni Metuktire reforçou sua defesa pela preservação da Amazônia, criticando projetos de exploração de petróleo e mineração em terras indígenas. O líder indígena relatou conversas recentes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o francês Emmanuel Macron, pedindo que não autorizem perfurações na floresta. “Eu falei com o presidente Lula para ele não procurar petróleo aqui. Vou continuar cobrando”, afirmou Raoni, destacando a necessidade de respeito aos territórios indígenas.
Raoni, da etnia Caiapó do Mato Grosso, é um símbolo mundial da resistência indígena e da luta ambiental desde os anos 1950. Ele mencionou que planeja um novo encontro com Lula para discutir o tema e criticou a licença concedida pela Petrobras pelo Ibama para pesquisas na Margem Equatorial, região com potencial petrolífero comparado ao pré-sal. Ambientalistas questionam os impactos, enquanto o governo defende a decisão como técnica e rigorosa. O cacique enfatizou que autoridades estrangeiras não oferecem dinheiro por recursos indígenas, mas ele as cobra diretamente pela preservação.
Ao abordar a crise climática, Raoni afirmou que o Brasil tem responsabilidade global e que a Amazônia é vital para o mundo. “Precisamos cuidar do planeta. Se continuar o desmatamento, nossos filhos e netos vão ter problemas sérios”, disse, alertando sobre rios secando devido à devastação. Ele discute a preservação desde jovem, estimando-se que tenha cerca de 90 anos, e destacou o papel das mulheres indígenas nas mobilizações, apoiando sua participação ativa na defesa dos territórios.
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