O rascunho da carta final da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) enfatiza a necessidade de ações aceleradas para manter viva a meta do Acordo de Paris de 2015, limitando o aquecimento global a 1,5°C. O documento defende esforços com calendários e mecanismos claros, especialmente para o fim dos combustíveis fósseis, combinando ciência, justiça climática, financiamento adequado e participação de povos originários e comunidades afetadas. Governos e especialistas destacam que romper ciclos de desigualdade e destruição ambiental exige trajetórias definidas para reduzir a produção e o uso de carvão, petróleo e gás, com cooperação internacional para uma transição justa em regiões dependentes desses setores.
O texto propõe um novo pacto global baseado em equidade, onde países historicamente responsáveis pelas emissões devem elevar suas metas e fornecer recursos financeiros acessíveis. A ampliação do financiamento climático é prioridade, abrangendo adaptação, mitigação, perdas e danos, além de apoio a iniciativas locais lideradas por povos indígenas e comunidades tradicionais. Sem financiamento previsível e suficiente, o rascunho alerta que a transição global necessária se torna inviável, e sugere fortalecer o Fundo de Perdas e Danos para acesso simplificado a recursos por comunidades impactadas por eventos extremos como secas e enchentes.
A adaptação climática deve ganhar igual relevância à mitigação, com um quadro global robusto incluindo métricas para medir progresso e investimentos em infraestrutura resiliente, segurança hídrica, saúde e sistemas alimentares. O documento prioriza regiões vulneráveis e incorpora conhecimentos tradicionais, dedicando atenção aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, cujas contribuições são vistas como essenciais para proteger florestas e biodiversidade. Além disso, reforça a necessidade de consulta livre, prévia e informada como princípio inegociável nas decisões climáticas da ONU.
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