Em 13 de março de 2026, um novo relatório do Instituto Socioambiental (ISA) destaca como povos indígenas brasileiros, como Yanomami, Kayapó e Guarani, mantêm práticas sustentáveis que protegem 14% do território nacional, equivalente a vastas áreas da Amazônia. Essas técnicas ancestrais, baseadas no equilíbrio com a natureza, contrastam com o desmatamento recorde de 2025 e servem de modelo para políticas ambientais globais.
Principais práticas tradicionais
Os indígenas praticam a roça itinerante ou “roça de toco”, que envolve o corte seletivo de vegetação, queima controlada e rotação de cultivos para regenerar o solo, evitando erosão. No extrativismo, coletam sementes de castanha-do-pará e frutos de açaí sem derrubar árvores, preservando a floresta em pé. Além disso, utilizam fogo prescrito para manejo de savanas, como os Xavante, e conhecem mais de 1.300 plantas medicinais, segundo estudos da Fiocruz.
- Rotação de culturas: Mantém fertilidade do solo por décadas.
- Manejo florestal: Extrai madeira seletivamente, promovendo regeneração.
- Monitoramento comunitário: Kayapó usam drones para combater invasores ilegais.
Essas abordagens resultam em taxas de desmatamento 80% menores em terras indígenas, conforme dados do INPE. Especialistas defendem a integração desse saber tradicional em programas como o Plano ABC+, incentivando conscientização para que a sociedade adote hábitos semelhantes e combata as mudanças climáticas.
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