O agronegócio na América Latina, responsável por cerca de 40% das exportações regionais em 2025 segundo a FAO, impulsiona economias como as do Brasil, Argentina e Paraguai, mas gera impactos ambientais severos, incluindo desmatamento acelerado, contaminação de solos e águas, e emissões de gases de efeito estufa. Relatórios do INPE indicam que, em 2025, mais de 1,5 milhão de hectares da Amazônia brasileira foram convertidos para pastagens e plantações de soja, exacerbando a crise climática global.
Desmatamento e perda de biodiversidade
A expansão da soja e da pecuária no bioma amazônico e no Chaco paraguaio-argentino resulta em perda anual de 10% da cobertura florestal nativa, de acordo com dados do WWF de 2025. Essa conversão destrói habitats de espécies endêmicas, como o tamanduá-bandeira e a onça-pintada, elevando o risco de extinção em 25% para vertebrados ameaçados na região.
- Mais de 80% do desmatamento no Brasil está ligado à agropecuária.
- No Paraguai, o Gran Chaco perdeu 20 milhões de hectares desde 2000.
Poluição por agrotóxicos e degradação hídrica
O Brasil, maior consumidor mundial de agrotóxicos com 1,8 milhão de toneladas em 2025 (dados do IBAMA), vê rios como o Paraguai contaminados por resíduos, afetando ecossistemas aquáticos e saúde humana. Estudos da ONU alertam para a eutrofização de águas na bacia do Prata, reduzindo a pesca em 30%.
“A sustentabilidade no agro latino-americano exige transição para práticas regenerativas”, alerta relatório da CEPAL de março de 2026.
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