Ativistas de bem-estar animal denunciaram uma série de abusos em uma das mais antigas fazendas de trutas em operação na Inglaterra, localizada em Bibury, no Cotswolds, uma área turística popular. A organização Animal Equality UK divulgou imagens undercover que mostram peixes sendo espancados repetidamente com bastões, mal manipulados e deixados sufocando por longos períodos, inclusive com a participação de crianças no processo de abate. A fazenda, fundada em 1902, permite que visitantes capturem e matem trutas usando varas, redes e um bastão conhecido como “priest”, mas as alegações apontam para violações das regulamentações de bem-estar animal.
As imagens revelam peixes sendo golpeados até dez vezes antes de perderem a consciência, com um caso de um animal deixado fora d’água por até 20 minutos, contrariando recomendações da RSPCA de no máximo 15 segundos. Além disso, há cenas de crianças matando peixes, apesar das regras da fazenda proibirem isso, e trutas ainda vivas sendo levadas para estações de evisceração. Abigail Penny, diretora executiva da Animal Equality UK, criticou a prática como abuso animal e questionou o impacto educacional negativo em crianças, destacando a necessidade de proteções legais específicas para peixes de criação.
A fazenda de Bibury respondeu que opera sob regulamentações estritas, como o Welfare of Animals at the Time of Killing (England) Regulations 2015 e o Animal Welfare Act 2006, e implementou medidas recentes, como supervisão mais rigorosa e vídeos educativos para visitantes. A Animal Equality UK apresentou uma queixa formal ao conselho de Gloucestershire, que planeja uma inspeção surpresa. No contexto mais amplo, a organização pede leis específicas para o abate de peixes, apoiada por relatórios que apontam problemas sistêmicos na indústria, onde cerca de 17 mil toneladas de trutas são produzidas anualmente no Reino Unido.
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