O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que o Brasil busca demonstrar que é possível avançar nas negociações climáticas, convidando outras nações a construírem soluções conjuntas. Durante uma coletiva em Belém, ele evitou fazer anúncios sobre temas sensíveis como financiamento ou transição energética, apesar das expectativas. Lula enfatizou o respeito à soberania dos países participantes e elogiou a escolha de Belém como sede da COP30, argumentando que a cidade organizou um evento superior a outros locais, ajudando a posicionar a Amazônia no imaginário global.
O presidente também destacou o papel inclusivo da conferência, mencionando a participação de mulheres, homens e pessoas negras na sociedade. Em um balanço do evento, Lula elogiou a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, afirmando que ela trabalhou intensamente na COP30. Mais cedo, ele se reuniu com membros da sociedade civil, incluindo cientistas, representantes indígenas e organizações internacionais, que demandaram a inclusão de um “road map” para a superação dos combustíveis fósseis no texto decisório da conferência.
O primeiro esboço do documento, apresentado na terça-feira, não menciona claramente um roteiro para descontinuar o uso de fósseis, o que gerou resistências. Relatos indicam que delegações, como a da China, consultaram seus governos após conversas com Lula, enquanto países árabes mostram resistência. Um grupo liderado pelas Ilhas Marshall, com apoio de mais de 80 nações incluindo Alemanha, Reino Unido e Colômbia, defende uma menção mais contundente ao tema. Marcio Astrini, do Observatório do Clima, relatou que Lula está convencido da proposta e prometeu defendê-la em fóruns como G7 e G20.
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