O agronegócio na América Latina, responsável por cerca de 25% do PIB regional segundo a FAO, impulsiona economias como as do Brasil, Argentina e Paraguai, mas gera impactos ambientais graves, incluindo desmatamento acelerado, perda de biodiversidade e contaminação de recursos hídricos. Relatórios recentes do IPAM e WWF indicam que, entre 2020 e 2025, mais de 10 milhões de hectares de floresta foram convertidos para cultivos de soja e pastagens na Amazônia e no Cerrado, contribuindo para 15% das emissões globais de gases de efeito estufa oriundas da pecuária.
Desmatamento e perda de biodiversidade
No Brasil, líder mundial em exportações de soja e carne bovina, o desmatamento na Amazônia atingiu 11.088 km² em 2022, com o agronegócio respondendo por 80% das causas, conforme dados do INPE. Na Bolívia e no Paraguai, a expansão da soja geneticamente modificada no Chaco ameaça espécies endêmicas, como o tamanduá-bandeira. Essa conversão de florestas em monoculturas reduz a capacidade de sequestro de carbono e fragmenta habitats, acelerando a extinção de até 20% das espécies nativas na região, estima o relatório do Banco Mundial de 2024.
Poluição hídrica e uso de agrotóxicos
A aplicação intensiva de agrotóxicos, com o Brasil consumindo 30% do total global em 2023 (Anvisa), contamina rios como o Paraná e o Paraguai, afetando a pesca e a qualidade da água potável. Na Argentina, o glifosato usado em plantações de soja GM elevou níveis de contaminação em aquíferos em 40% nos últimos cinco anos, segundo estudos da Universidad de Buenos Aires. Medidas como rotação de culturas e agricultura regenerativa são propostas por especialistas para mitigar esses efeitos.
“A sustentabilidade no agronegócio latino-americano exige equilíbrio entre produção e conservação”, alerta o relatório WWF 2025.
Deixe um comentário