No dia 5 de abril de 2026, um relatório do Instituto Socioambiental (ISA) destacou como povos indígenas brasileiros, como Yanomami, Kayapó e Guarani, mantêm práticas ancestrais sustentáveis que protegem 13% do território nacional e contribuem para a conservação da Floresta Amazônica. Essas técnicas, transmitidas por gerações, evitam o desmatamento e promovem a regeneração ambiental em meio a pressões como garimpo ilegal e mudanças climáticas.
Exemplos de práticas tradicionais
- Roça itinerante: Utilizada pelos Yanomami na Terra Indígena Yanomami (TIY), envolve rotação de cultivos em pequenas áreas, permitindo a recuperação do solo em 10-15 anos, com culturas como mandioca e milho.
- Manejo florestal: Os Kayapó, na Terra Kayapó, realizam corte seletivo e queimadas controladas para extrair castanha-do-pará e açaí, preservando 98% de cobertura florestal em suas terras.
- Pesca e coleta sustentável: Povos Guarani no sul do país usam armadilhas rotativas e períodos de defeso, garantindo a reprodução de peixes em rios como o Paraná.
Essas práticas não só sustentam comunidades de cerca de 900 mil indígenas, mas também armazenam bilhões de toneladas de carbono, mitigando o aquecimento global. Estudos do IPAM mostram que áreas indígenas desmatam 80% menos que propriedades privadas.
“Os indígenas são guardiões da floresta há milênios; copiar suas técnicas é essencial para a sustentabilidade global”, afirma Ailton Krenak, líder indígena.
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