São Paulo e Brasília, 06/04/2026 – Milhares de brasileiros tomaram as ruas neste fim de semana em uma mobilização nacional contra o desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Organizada por uma coalizão de ONGs como Greenpeace, WWF e Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a ação protesta contra o aumento de 22% no desmatamento registrado pelo INPE em 2025, pressionando o governo por fiscalização mais rigorosa e moratória na exploração madeireira ilegal.
Contexto do desmatamento acelerado
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram perdidos 11.000 km² de floresta amazônica, equivalentes a sete vezes a área da cidade de São Paulo. Fatores como garimpo ilegal, expansão agropecuária e queimadas intencionais agravam a crise climática, liberando bilhões de toneladas de CO₂. Ativistas destacam que o Brasil perdeu sua liderança global em redução de desmatamento, revertendo conquistas de anos anteriores.
A mobilização incluiu marchas pacíficas, plantio coletivo de mudas em praças públicas e bloqueios simbólicos de rodovias como a BR-319. Em São Paulo, cerca de 5.000 pessoas reuniram-se na Avenida Paulista; em Brasília, indígenas lideraram um acampamento no Eixo Monumental. Participantes usaram faixas com mensagens como “Floresta em pé ou humanidade de pé?” para conscientizar sobre a conexão entre desmatamento e eventos climáticos extremos, como as enchentes recentes no Sul.
“Essa luta é pela sobrevivência de todos. O desmatamento não é só perda de árvores, mas de biodiversidade, água e futuro”, afirmou Juma Xipaya, liderança indígena da APIB.
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