Em um relatório divulgado pela ONU nesta semana, as mudanças climáticas estão intensificando as desigualdades sociais globais, afetando desproporcionalmente populações pobres e marginalizadas. Países em desenvolvimento, responsáveis por menos de 20% das emissões históricas de gases de efeito estufa, enfrentam os piores impactos, como enchentes devastadoras no Paquistão em 2022 e secas prolongadas na África Oriental em 2024, que deslocaram milhões e aumentaram a fome em 30%, segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA).
Impactos desiguais por região
As nações mais vulneráveis, como as ilhas do Pacífico e nações da África Subsaariana, sofrem com elevação do nível do mar e eventos extremos que destroem economias dependentes da agricultura. Um estudo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de 2025 destaca que esses países podem perder até 10% do PIB até 2050, enquanto economias ricas crescem. Mulheres e minorias étnicas são as mais afetadas, com acesso limitado a recursos de adaptação.
- África: Secas causaram 20 milhões de deslocados em 2025.
- Ásia: Furacões no Bangladesh afetaram 40 milhões de pobres em 2024.
- América Latina: Desmatamento amazônico agrava pobreza indígena.
“Os 10% mais ricos do mundo emitem 50% do CO2 de combustíveis fósseis, enquanto os 50% mais pobres emitem apenas 10%”, alerta relatório da Oxfam de 2025.
Especialistas pedem maior financiamento climático dos países ricos, que prometeram US$ 100 bilhões anuais mas entregaram apenas 60% em 2025. Iniciativas como o Fundo Verde do Clima visam mitigar isso, promovendo justiça climática e conscientização global para uma transição equitativa.
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