São Paulo, 27/03/2026 – O agronegócio, responsável por cerca de 25% do PIB da América Latina, impulsiona economias como Brasil, Argentina e Paraguai, mas gera impactos ambientais severos, incluindo desmatamento acelerado, contaminação de solos e águas, e emissões de gases de efeito estufa. Segundo relatório da FAO de 2025, a expansão de monoculturas de soja e pecuária contribuiu para a perda de 4,5 milhões de hectares de floresta na região entre 2020 e 2025.
Desmatamento e perda de biodiversidade
Na Amazônia brasileira e boliviana, 80% do desmatamento recente está ligado à agropecuária, conforme dados do INPE e PRODES. A conversão de florestas em pastagens para gado libera carbono armazenado, agravando as mudanças climáticas, enquanto destrói habitats de espécies endêmicas como a onça-pintada.
- Expansão da soja no Cerrado argentino e paraguaio reduz a diversidade vegetal em até 50% em áreas cultivadas.
- Monoculturas esgotam nutrientes do solo, exigindo mais fertilizantes sintéticos.
“O modelo atual de agronegócio prioriza produção em detrimento da sustentabilidade”, alerta o WWF em estudo de 2026.
Iniciativas como o plano ABC+ no Brasil promovem práticas regenerativas, mas especialistas cobram regulamentações mais rígidas para mitigar esses efeitos e equilibrar crescimento econômico com preservação ambiental.
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